A criação da Fundação Manuel Carmo iniciou-se há três anos atrás, na sequencia da Exposição do meu “Manifesto 24” na Fundação Angel Orensanz em Nova York. A ideia partiu da Anne Edgar, Presidente da Anne Edgar Associates e da Holly Block , Directora do Art In General de Nova York. A Teresa Lobo, Professora da Universidade de Columbia, secundou imediatamente o apoio ao projecto, no que foi seguida pelo anterior Embaixador dos Estados Unidos em Portugal, Alfred Hoffman Jr e por Charles Buchanan, na altura Presidente do American Club em Portugal. A todos eles, o meu primeiro agradecimento.
Em 11 de Fevereiro de 2008, com o apoio especialista da Harvard BS, a Fundação Manuel Carmo ganha finalmente estatuto legal por intermédio da sua formação e registo como Corporação sem fins lucrativos no Estado de Delaware sob o nº 45027-20. Em 18 de Fevereiro, a Fundação inaugura o seu escritório em Nova York, no Est Upper Side de Manhatan e, em 25 de Fevereiro, em Lisboa, no Bairro Alto.
Sem fins lucrativos, a Fundação determina nos seus Estatutos de Constituição que o seu objectivo é o de “Preservar e disseminar mundialmente o trabalho artístico de Manuel Carmo e promover o intercâmbio cultural entre artistas dos Estados Unidos da América e artistas da Europa”. Um duplo objectivo que muito me honra e que permitirá estreitar, por intermédio de Portugal, as relações entre a Arte dos dois continentes.
Com uma estrutura de capital integralmente privado, iremos cumprir aquelas missões com recurso à colaboração com outras estruturas de enquadramento, sejam elas privadas ou públicas, mas sempre tendo em meta exclusivos critérios de avaliação artística. A nossa independência será sempre assegurada pela dispersão dos apoios financeiros que, por seu lado, serão os instrumentos que exclusivamente nos permitirão desenvolver aquelas missões.
Todos os cargos directivos da Fundação Manuel Carmo são desempenhados em regime de voluntariado, sem qualquer remuneração. Todas as verbas e apoios institucionais angariados serão exclusiva e integralmente canalizados para a prossecução de acções de aproximação entre a Arte nos dois continentes, entre os seus autores e promotores, essencialmente por intermédio da programação de Exposições recíprocas, Bolsas de Estudo e edição de Bibliografia de referencia.
A nossa politica de angariação de fundos financeiros será agressiva, contando com a boa vontade da sociedade civil para se auto determinar e ser ela própria a autora dos critérios de qualidade dos valores artísticos que havemos de deixar a quem vier. Uma responsabilidade que é de todos, cada um na sua medida.
Uma aposta já vencida nos Estados Unidos e que era tempo de trazer para o velho continente, determinante para a independência dos caminhos a percorrer.
9 de Março de 2008
Jorge Manuel do Carmo Pereira de Almeida
Presidente da Fundação Manuel Carmo